Onde estão os profetas?

Profeta é um indivíduo que recebe uma mensagem de D’us para transmitir ao povo. Maimônides relaciona a profecia como um dos 13 alicerces da fé judaica que "D’us Se comunica com a humanidade por meio da profecia."

Mas o que há de tão especial nestas mensagens?

O propósito das mensagens comunicadas a profetas não é para revelar o propósito da existência ou legislar as leis da vida. Está contido na Torá e suas 613 mitsvot (preceitos), que D’us comunicou a todos nós, juntos no Monte Sinai. Quando D’us passou a mensagem com a revelação no Sinai, Ele refreou-Se e deixou-a para que nós a estudássemos e a explicássemos. O Talmud relata um caso no qual Sábios de Torá estavam debatendo um ponto na Lei da Torá e uma voz celestial pronunciou-se em apoio da opinião da minoria; os Sábios não se impressionaram, e silenciaram a voz citando a declaração da Torá sobre si mesma: "ela não está no céu" (Devarim 30:12).

O objetivo da profecia é fazer correções de curso na direção da sociedade judaica, ou na direção da sociedade em geral. Às vezes um profeta vem para predizer o futuro, quando D’us considera necessário que saibamos o que está para vir para nos encorajar em nossa missão na vida. Outras vezes é para nos lembrar que estamos aquém daquilo que Ele espera de nós, e nos advertir das sombrias conseqüências que isso trará se não melhorarmos. Algumas vezes, D’us usou um profeta para transmitir mensagens pessoais a um indivíduo (especialmente para alguém importante, cujas ações poderiam ter um efeito em grande escala, como um rei). 

Um profeta pode também transmitir uma instrução específica que não esteja contida na Torá como uma ordem "somente uma vez" vinda do Alto; nestes casos, deve-se seguir aquela instrução mesmo que seja contrária a uma ordem universal da Torá. Uma profecia, no entanto, jamais conterá uma nova mitsvá nem a anulação de uma mitsvá; um profeta alegando tal comunicação por parte de D’us prova que é um falso profeta.

Assim, Yeshayáhu foi enviado para descrever a era messiânica que é a culminação e recompensa de nossos esforços. Yirmiyáhu previu a destruição do Templo Sagrado. Yoná foi enviado a Nínive para advertir seus habitantes de que a cidade seria destruída a menos que eles se arrependessem de seus atos perversos. Shmuel levou a mensagem de D’us ao Rei Shaul para empreender guerra contra Amalek, ao passo que Eliyahu foi enviado para conduzir o famoso desafio dos dois novilhos no Monte Carmel (embora isso violasse temporariamente a proibição da Torá contra oferecer sacrifícios fora do Templo Sagrado). Porém nenhum profeta jamais disse qualquer coisa que fosse produto de sua própria mente. Eles falaram e agiram somente a mandado de D’us.

Como alguém se torna um profeta?

Primeiro, a pessoa tem de se fazer merecedora. Maimônides relaciona os seguintes critérios: é preciso ser sábio, com a mente lúcida e clara; de caráter impecável, e totalmente em controle dos próprios desejos e paixões; ter uma constituição calma e alegre; e abominar a materialidade e as frivolidades da vida, devotando-se inteiramente a conhecer e servir a D’us.

Tudo isso, no entanto, não faz surgir a profecia – apenas torna alguém um recipiente, digno de recebê-la. A verdadeira recepção da profecia vem do Alto, por escolha Divina. Embora "escolas de profecia" no antigo Israel treinassem aspirantes a profetas para que se tornassem receptivos à profecia, através de extensa meditação e estilo de vida rigorosamente espiritual, o aluno-profeta não podia fazer com que a profecia chegasse até ele por meio de ações específicas. Assim como a percepção extra sensorial ou poderes psíquicos, a profecia poderia manifestar-se subitamente, sem quaisquer sinais de aviso ou preparação por parte do profeta. O que ocorria era que D’us selecionava uma pessoa através da qual falar – e não da outra forma.

Como os profetas são verificados?

Em primeiro lugar, a pessoa deve ser conhecida como alguém que possui os atributos acima descritos. Então, se alguém deste calibre anuncia que recebeu uma profecia, presume-se que está dizendo a verdade. Porém o supremo teste é a precisão de suas profecias: se aquilo que disse que aconteceria realmente acontece, sabemos que é um profeta; caso contrário, sabemos que não é.

(Isso, no entanto, aplica-se somente à previsão de um evento positivo, pois uma vez que uma promessa Divina de algo bom é comunicada através de um profeta, jamais há uma retratação: no entanto, se o profeta adverte, em nome de D’us, que uma calamidade está destinada a acontecer e isso não ocorre, esta não desmente sua profecia, pois um decreto para o mal pode ser removido por meio de prece e arrependimento. Evidentemente, simplesmente predizer o futuro sem possuir as características de um profeta não faz de ninguém um profeta.

Como é experimentar a profecia?

Como a transmissão de um sinal de muitos megawatts a um instrumento de baixa voltagem, a profecia muitas vezes sobrecarrega o equipamento mental do receptor. A profecia freqüentemente provoca desmaio, insanidade temporária, espasmos musculares involuntários e tremores. Alguns profetas conseguiam receber o sinal durante o sono, tendo sonhos extremamente enigmáticos, como um quebra-cabeças, que eles decifravam ao acordar. Os profetas não tinham as conversas mentais ou verbais com D’us como se vê nos filmes de Hollywood. A única exceção foi Moshê, que falou com D’us "como um homem conversando com seu amigo" (Shemot 33:11).

Quais são as regras básicas da profecia?

Dos 613 mandamentos da Torá, alguns se referem à profecia. Estes incluem:

1 – Obedecer às instruções do profeta.

2 – Não duvidar ou testar as promessas ou advertências Divinas transmitidas pelos profetas.
E para o profeta:

3 – Cumprir pessoalmente as instruções de D’us (i.e., "pratique aquilo que prega").

4 – Não suprimir uma profecia que recebeu (como Yoná tentou).

5 – Não profetizar em nome de outros deuses (mesmo se o conteúdo for verdadeiro).

Quem foram os profetas?

Houve milhares de profetas na história judaica (conhecemos também pelo menos um profeta não-judeu, Balaam). A esmagadora maioria, porém, transmitiu mensagens específicas ao tempo e circunstâncias em que foram enviados para transmitir. Suas profecias, portanto, não foram registradas para a posteridade, e até seus nomes são desconhecidos para nós. Muitos desses profetas eram cidadãos comuns – estudantes, artesãos, fazendeiros – que, em virtude de sua integridade e elevada sensibilidade ao espiritual, foram selecionados por D’us para receber uma profecia. Muitas vezes eles não sabiam o que os atingira, somente mais tarde perceberam que tinham recebido uma profecia. Alguns, como Yoná, sabiam o que era, mas tentavam fugir dela (uma proibição da Torá, como foi dito acima).

O Talmud relaciona 55 profetas "históricos" cujas profecias foram registradas no Tanach porque contêm uma mensagem relevante a todas as gerações. A maioria desses era figuras públicas que profetizavam com freqüência e se tornaram líderes de seu povo por toda a vida. Neles estão incluídos os 15 profetas cujas palavras foram registradas em livros individuais que levam seus nomes: Yeshayáhu, Yirmiyáhu, Ezekiel e doze outros de menor importância, incluindo Amos, Hosea, Nahun e mais alguns. Os outros 40, que podem ou não ter profetizado em tempo integral, são mencionados em vários locais do Tanach, como Nathan (os Livros de Samuel) e Ido (Crônicas). Além desses houve um número não exato de experiências proféticas sem registro por escrito. O Rei Shaul fez algumas profecias durante algum tempo, mas não se sabe o que foi dito a ele.

A profecia parece ter sido em grande parte uma experiência masculina – 48 dos 55 profetas "históricos" foram homens, embora não possamos saber se isso reflete a proporção geral profetas/profetisas. As sete profetisas mais importantes são: Sara (mulher de Avraham, mãe de todos os judeus; incidentalmente, D’us disse a Avraham que "ela é superior a ti em profecia"), Miriam (irmã de Moshê), Devora (a única mulher entre os "Juízes"), Chana (mãe de Samuel), Avigayil, Chuldá e Esther (famosa por causa de Purim).

Existe profecia atualmente?

A era da profecia oficialmente chegou ao fim há 23 séculos. A última geração de profetas foi aquela que começou a profetizar antes da destruição do Primeiro Templo Sagrado, em 423 AEC, embora alguns daquela geração sobrevivessem ao exílio de 70 anos na Babilônia e vivessem para ver a construção do Segundo Templo. O mais famoso, Ezekiel, profetizou na Babilônia, e três profetas, Chaggai, Zacharia e Malachi, foram membros da "Grande Assembléia" que liderou o povo durante os primeiros anos do retorno da Babilônia. Mordechai e Esther também foram membros da geração que pranteou a destruição do Primeiro Templo e testemunhou a construção do segundo. Com o desaparecimento daquela geração, "a profecia deixou Israel".

Apesar disso, o princípio de que "D’us se comunica com a humanidade por intermédio da profecia" permanece uma fundação da fé judaica. Uma forma menor de profecia, conhecida como ruach hacôdesh (inspiração Divina), permanece privilégio dos tsadikim, os homens e mulheres justos de todas as gerações. 

Segundo a tradição, um dos maiores profetas, Eliyahu, nunca morreu, e introduzirá a vinda de Mashiach. O próprio Mashiach é um profeta ("aproximando a profecia de Moshê", segundo Maimônides), e na Era Messiânica, a profecia se tornará um fenômeno universal – nas palavras do Profeta Yoel: "E acontecerá depois que Eu derramarei Meu espírito sobre toda a carne, e seus filhos e filhas profetizarão; seus anciãos terão sonhos, seus jovens terão visões." 

E numa carta aos judeus do Iêmen, Maimônides relata uma antiga tradição de que "pouco antes da Era Messiânica, a profecia retornará ao povo judeu."

Lashon Hará



Rabi Shimon, filho de Rabban Gamliel, declarou: "Toda minha vida, cresci entre os Sábios, e jamais encontrei algo melhor para uma pessoa que o silêncio" (Ética dos Pais 1:17).

Isso é interessante. Todos nós já ouvimos sugestões semelhantes, certo? "Se você não tem nada de bom para dizer, então fique calado." Este é um clássico.

Mas o aforismo de Rabi Shimon é mais profundo que os clichês. Afinal, ele alegou que não há nada melhor que o silêncio – nada mesmo. E para enfatizar o valor do silêncio, ele prossegue dizendo que "a explicação não é básica, mas a ação, e todos que multiplicam as palavras produzem o pecado."

O que ele quis dizer com isso? Que nunca devemos elogiar uma pessoa? Jamais dizer uma bênção? Se Rabi Shimon não está se referindo a todos os tipos de palavras, a que tipo se referia? Precisamos de uma máxima inteligente para nos proibir de amaldiçoar?

Maimônides, em seu comentário sobre Pirkê Avot (Ética dos Pais) levanta três questões. Ele explica que existem cinco categorias de discurso:

Discurso associado a uma mitsvá (mandamento).
Discurso que devemos ter o cuidado de evitar.
Discurso que é repulsivo ou degrada.
Discurso que expressa amor.
Discurso que é permitido.

Maimônides explica então o que quer dizer. O discurso associado a uma mitsvá inclui estudar a Torá em voz alta. Este tipo de conversa é exigido, na verdade; devemos dizer palavras de Torá e prece. A primeira categoria Maimônides classifica como um mandamento positivo obrigatório.
O discurso que precisamos ter o cuidado de evitar inclui o falso testemunho, mentir, mexericar e praguejar. A Torá nos proíbe o envolvimento com este tipo de discurso, advertindo-nos a nos guardar contra ele e contra outros tipos de conversa inconveniente, incluindo lashon hará (lashon hará, literalmente, linguagem do mal, é qualquer discurso que ofenda outra pessoa, mesmo que as declarações sejam verdadeiras).

Claramente, Rabi Shimon ben Gamliel não pode estar se referindo a estas duas categorias, pois uma é um mandamento positivo e a outra é uma proibição. Não precisamos de um aforismo para nos dizer o que já sabemos que é uma mitsvá.
O discurso que é repulsivo ou degrada inclui tagarelice, conversa que não tem utilidade, e não beneficia uma pessoa, espiritual ou materialmente. Não há uma proibição inequívoca contra este tipo de discurso, pois ele não envolve amaldiçoar ou mentir, etc. Mas ele não tem qualquer valor. Um pouco diferente da fofoca ou mexerico, pois não espalha boatos ou destrói reputações, a tagarelice comum é inútil e irrelevante, como muito daquilo que passa por novidade. Esta conversa vã, desperdiçada, também inclui elogios negativos e cumprimentos ambíguos. 

O discurso que expressa amor ou afeição inclui elogiar o positivo e criticar sabiamente o negativo. Histórias e canções que elevam a alma, inspiram pessoas a melhorar ou inculcam bons hábitos fazem parte dessa categoria, assim como aquelas que mostram como são repulsivos os maus hábitos e fazem as pessoas desejar evitá-los.

Como os dois primeiros, o comentário de Rabi Shimon Gamliel não se aplica a esses. Se falássemos continuamente, o dia inteiro, e nosso discurso pertencesse às categorias um e quatro – palavras de Torá e mitsvot e conversação que inspira – isso seria ótimo. É óbvio que não devemos falar falsidades ou ofender os outros com nossas palavras, assim como também é óbvio que tagarelice e "novidades" são uma perda de tempo e fôlego. Isso nos leva à última categoria: O discurso permitido inclui a conversação que envolve de negócios, família, saúde e atividades cotidianas necessárias, como comer e beber. Não há nada de inerentemente positivo ou negativo neste tipo de conversa. Falar ou não falar, fica a critério da pessoa.

E sobre este tipo de conversa, nos diz Rabi Shimon ben Gamliel, o melhor é o silêncio, pois se você tem de falar, assegure-se de que suas palavras combinam com suas ações – e seja breve

"Se você não tem nada de bom para dizer, então fique calado."

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Nas longas tardes de Shabat no verão (leva-se em conta a estação vigente em Israel), costuma-se estudar Pirkê Avot. Estes ensinamentos elevam a alma, refinando o caráter da pessoa e seus atributos emocionais.

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A cabeça ou a cauda


Narrado pelos Mestres Chassídicos – Compilado por Yanki tauber

Certa vez, uma serpente rastejava contorcendo-se toda, quando a cauda de repente voltou-se contra a cabeça e disse, furiosa: "Olha aqui, estou cansada de sempre seguir-te para onde quer que inventes de ir! Já é tempo de eu assumir a liderança!"

"Tu és tola, és estúpida" – silvou a cabeça – "pois não apenas te meterias em todo tipo de trapalhada, como também me arrastarias contigo!"

Mas a cauda teimava tanto em sua insensatez e a discussão ficou tão feroz, que a cabeça acabou cedendo só para ter sossego, mas declarou: "Depois não diga que não avisei!"

A cauda então pulou para a frente, feliz, decidida a aproveitar ao máximo sua recém-conquistada liberdade e liderança.

Antes que pudesse pensar, caiu numa poça d’água, e se não saltasse para fora a tempo, estariam completamente perdidas. Pouco depois, entrou numa fogueira, arrastando a cabeça atrás de si. Ficaram tão queimadas que mal escaparam com vida.

Mesmo após esta afortunada salvação, a cauda ainda não aprendera a lição, e insistiu em continuar com aquela liderança tola! Embora a cabeça já estivesse cansada e enjoada daquilo, tinha dado a sua palavra, e, aborrecida, continuou a seguir a tola guia. Mal teve tempo de perceber o que estava acontecendo, quando a cauda se enfiou num enorme espinheiro; ela e a cabeça começaram a se virar, torcer e retorcer para livrar-se, mas ficaram cada vez mais emaranhadas. 
Por mais que tentasse, estavam tão presas nos espinhos que não conseguiram se soltar, e acabaram perecendo – tudo por causa da teimosia e estupidez da cauda, insistindo em guiar a cabeça!

A moral aqui está clara – ai daqueles que se deixam guiar pelos tolos ou por gente de mentalidade inferior. Feliz, porém, é aquele que segue os ensinamentos e os exemplos dos eruditos e dos grandes Sábios.

Uma lição de liderança



Nesta Porção, lemos sobre os grandes líderes do povo judeu, Moshê e seu irmão Aharon.
Os comentaristas observam que Moshê e Aharon permaneceram resolutos e dedicados à sua missão, do início ao fim. O que mais se podia esperar de homens tão ilustres?

Talvez a intenção seja nos dar uma lição significativa. Muitos líderes de grandes causas iniciam suas atividades com ardor, sinceridade e devoção. Com o passar do tempo, porém, impressionam-se com a grandeza da própria posição e começam a mudar; sua sinceridade se perde. 

Hoje, é muito freqüente encontrar pessoas que começam uma tarefa com imensa dedicação e idealismo. Porém, agem do mesmo modo que os líderes históricos: detêm as rédeas do poder com arrogância e orgulho, deixando para trás a dedicação, humildade e sinceridade iniciais.
Isso não ocorreu com Moshê e Aharon. Permaneceram fiéis, justos e dedicados do início ao fim – o poder não lhes subiu à cabeça. Eram verdadeiros homens de D’us, dignos da posição de liderança que lhes foi conferida.

Moshê e Aharon são exemplos de líderes com os quais temos muito a aprender e nos quais os dirigentes deveriam se espelhar.

Liderança



Antes de tornar-se líder de Israel, Moshê (Moisés) era pastor. O midrash nos conta como certo dia, enquanto Moshê pastoreava os rebanhos de Yitrô no deserto do Sinai, um cabrito correu para longe do rebanho. Moshê correu atrás dele, até que o animalzinho chegou a uma fonte e começou a beber. Quando Moshê chegou ao cabrito, gritou: "Oh, não sabia que você estava sedento!" Acalentou o cabrito fugitivo nos braços e levou-o de volta ao rebanho. Disse o Todo Poderoso "Tu és piedoso ao pastorear ovelhas – tu irás pastorear meu rebanho, o povo de Israel."

Além de demonstrar a compaixão de Moshê, o incidente contém outra importante lição: Moshê percebeu que o cabrito não fugiu do rebanho por maldade – estava apenas sedento.

Quando um judeu se afasta de seu povo é apenas porque está sedento. Sua alma anseia por um significado na vida, mas as águas da Torá lhe escapam. Então ele vaga em terras estranhas, procurando mitigar sua sede.

Quando Moshê entendeu isso, pôde tornar-se líder de Israel. Apenas um pastor que não se apressa em julgar o cabrito fugitivo, que é sensível às causas de sua deserção, pode carinhosamente pegá-lo nos braços e trazê-lo de volta para casa.

Suprema corte de Israel quebra monopólio ortodoxo sobre as conversões!


A Suprema Corte de Israel abriu uma brecha no monopólio do rabinato ortodoxo sobre as conversões, ao publicar nesta quinta-feira (31-03-2005) um decreto reconhecendo de fato a validade das conversões feitas por outras tendências derivadas do judaísmo, desde que estas sejam realizadas no exterior, não em Israel.

Esta decisão permitirá a pessoas convertidas pelas correntes Reformista ou Conservadora beneficiar-se da Lei do Retorno. O decreto foi imediatamente criticado pelos partidos ortodoxos e elogiado pelos laicos e pela esquerda.

A Lei do Retorno concede a qualquer judeu o direito de se estabelecer em Israel. Para a legislação israelense, são judias as pessoas de mãe judia ou as convertidas.

No entanto, desde a criação do Estado hebreu, em 1948, o rabinato ortodoxo manteve o controle sobre as conversões realizadas no país, exigindo que sejam feitas segundo o estrito cumprimento da Halachá (lei judaica).

Os diversos governos que se sucederam em Israel sempre haviam se resguardado, até agora, de questionar este monopólio do rabinato ortodoxo sobre as conversões no Estado hebreu, principalmente por causa do papel de árbitro que exerciam frequentemente os partidos ortodoxos no cenário político.

Em teoria, o Estado aceitava a validade das conversões feitas no exterior, mas na prática, o ministério do Interior, controlado durante muito tempo pelos partidos religiosos, exercia uma constante oposição.

O decreto desta quinta-feira, aprovado por sete votos, entre eles o do presidente da Suprema Corte Aharon Barak, contra quatro, encerra um caso aberto há seis anos por quinze pessoas.

Estas pessoas, instaladas legalmente em Israel, mas consideradas não judias, empreenderam uma conversão através dos movimentos reformista e conservador e viajaram ao exterior para completar este processo dentro destas comunidades.

Quando voltaram a Israel, elas solicitaram o benefício da Lei do Retorno, que lhes foi recusado a pretexto de que sua conversão havia sido iniciada em Israel. Mas a Suprema Corte acabou lhes dando razão.

"Segundo a Lei do Retorno, será considerada judia uma pessoa que viajou a Israel e que empreendeu uma conversão dentro de uma comunidade judaica reconhecida no exterior, onde foi finalizar seu processo de conversão depois de ter estudado o judaísmo dentro das tendências reformista ou conservadora em Israel", de acordo com o decreto emitido pela Suprema Corte nesta quinta-feira.

Os quinze requerentes poderão agora se beneficiar da ajuda substancial em matéria de alojamento e a instalação concedida pelo governo aos novos imigrantes que vieram a Israel e se encaixam na Lei do Retorno.

Este decreto é crucial para os movimentos Reformista e Conservador do judaísmo. Nascidas na Alemanha, estas duas tendências têm uma interpretação bem menos rígida da lei judaica que os ortodoxos, e questionam alguns preceitos do Talmude. Minoritárias em Israel, elas são majoritárias nos Estados Unidos, onde vive quase a metade da comunidade judaica mundial.

O deputado Elie Yishai, líder do partido ultra ortodoxo Shass, não duvidou em comparar a decisão emitida nesta quinta-feira pela máxima instância jurídica do país a "um atentado terrorista com cinturão de explosivos contra a identidade do povo judeu".

Por sua vez, o deputado Yossef Lapid, dirigente do partido laico Shinui (oposição), elogiou o decreto da Suprema Corte, "que acaba com uma injustiça histórica contra as tendências reformista e conservadora".

Fonte: Por Jacques Pinto - JERUSALÉM, 31 mar 2005 (AFP)

Pêssach: um mandamento divino



No primeiro dia do mês de Nissan, duas semanas antes do Êxodo do Egito,
D'us disse a Moshê e Aharon: "Este mês será para vocês o começo dos meses; será o primeiro mês do ano para vocês. Vão e falem à toda a congregação de Israel: no décimo dia deste mês, cada homem deverá tomar um cordeiro, conforme a casa de seus pais, um cordeiro para cada família; e deverá mantê-lo até o décimo quarto dia do mesmo mês; e toda a assembléia da congregação de Israel deve abatê-lo ao anoitecer. Deverão pegar o sangue e transportá-lo para as casas onde deverão comê-lo. Comerão a carne naquela noite, tostada ao fogo, com pão ázimo; comê-lo-ão com ervas amargas... E não deixarão sobrar nada até a manhã; mas aquilo que sobrar até a manhã deverá ser queimado com fogo. E assim deverão comê-lo: com a cintura cingida, com sapatos nos pés e o cajado na mão; e devem comê-lo com pressa, - é o Pêssach do Senhor. E quando Eu vir o sangue, passarei sobre vocês, e não haverá praga que os destrua, quando Eu golpear a terra do Egito. E este dia será para vocês um memorial, e deverão celebrá-lo como uma festa do Senhor, através de todas as gerações.
".... vocês deverão comer pão ázimo, e jogar fora todo fermento de suas casas. E seus filhos dirão a vocês: O que isto significa? Vocês dirão: É o sacrifício de Pêssach a D'us, que passou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito quando Ele golpeou os egípcios e poupou nossas moradas."
Tudo isso foi dito por Moshê aos filhos de Israel, e eles fizeram como D'us lhes ordenara.
Veio a meia-noite de quatorze para quinze de Nissan, e D'us golpeou todos os primogênitos na terra do Egito, do primeiro filho do faraó ao do prisioneiro nas masmorras; e todos os primogênitos dos animais, como Moshê havia avisado. Houve um lamento pungente e ensurdecedor, pois em cada casa um ente amado caíra golpeado de morte. Então o faraó procurou Moshê e Aharon naquela mesma noite, e lhes disse: "Levantem-se, saiam de perto de meu povo, vocês e os filhos de Israel; vão, sirvam ao Senhor como desejam; tomem seus rebanhos, como disseram, e vão, e me abençoem também." Finalmente o orgulho do Faraó fora quebrado.
Enquanto isso, os hebreus estavam se preparando para sua apressada partida. Com os corações batendo, reuniram-se em grupos para comer o cordeiro pascal. Participaram da refeição da meia-noite, preparada conforme as instruções de Moshê. As mulheres tiraram dos fornos os pães ázimos, que foram comidos com a carne grelhadas dos cordeiros. O sol já havia se erguido no horizonte quando, à palavra de comando, toda a nação dos hebreus avançou. Mas nem mesmo em meio ao perigo, esqueceram o penhor dado por seus ancestrais a Yossef, e carregaram seus restos mortais com eles, para enterrá-los mais tarde na Terra Prometida.
Dessa maneira os filhos de Israel foram libertados do jugo de seus opressores no dia 15 de Nissan, no ano 2448 após a criação do mundo. Havia 600.000 homens acima de 20 anos de idade que, com suas mulheres, crianças e rebanhos, cruzaram a fronteira do Egito para serem uma nação livre. Muitos egípcios e outros não-judeus juntaram-se aos triunfantes filhos de Israel, esperando partilhar de seu glorioso futuro. Os filhos de Israel não deixaram o Egito de mãos vazias. Além de seus próprios bens, os aterrorizados egípcios haviam entregado a eles seus valores em prata e ouro, vestimentas, num esforço de apressar sua partida. Dessa maneira D'us cumpriu em cada detalhe Sua promessa a Avraham de que seus descendentes deixariam o exílio com grandes riquezas em recompensa aos 210 anos de trabalhos forçados.
Liderando o povo judeu na sua jornada durante o dia havia uma coluna de nuvem, e à noite, uma coluna de fogo iluminando o caminho. Estes mensageiros Divinos não apenas guiavam os filhos de Israel, como também preparava o caminho à sua frente, tornando-o fácil e seguro.

Torá sempre atual


Ao abrir um livro da Torá, você encontrará algo que o fará olhar para a vida, para a religião e para outras pessoas de maneira diferente. E mais, isso conecta à Fonte de tudo.
Traz paz para os inquietos, entusiasmo aos ansiosos, propósito aos que querem uma vida mais significativa. Para todos: médicos, advogados, professores, programadores, contadores... e para você.
Se isso pode transformar seu dia, imagine o que pode fazer com sua vida! Este é o projeto místico da Criação, bem como seu destino. No Sinai, D'us entregou-lhe a Torá.
Tecnicamente Torá se refere ao pergaminho mantido na Arca Sagrada da sinagoga, ou aos Cinco Livros de Moisés. Mas é também tudo que se projeta a partir deste tronco central: milhares de anos de sabedoria.
Historicamente é a experiência que todo nosso povo vivenciou no Sinai e transmitiu de geração em geração, sem falhar, até os dias de hoje.
Literalmente, Torá significa direção, ou orientação. São as instruções para a vida e o roteiro deste mundo, de acordo com o Próprio Fabricante.
A Torá foi a primeira a reconhecer o valor de cada pessoa, não apenas de reis e rainhas.
Defende os direitos humanos, a educação universal, a responsabilidade ambiental, a liberdade de informação, a ética na medicina, a justiça e reforma social, o conceito total de progresso e esperança para o futuro.
Ainda hoje tentamos alcançar a Torá.
Viver Torá é viver os tempos de Mashiach, os tempos sonhados e ansiados pelos nossos Sábios e por aquele tempo estar tão próximo, exatamente por isto, a Torá agora está em todos os lugares como nunca esteve antes.

Judaismo é ação!



O Judaísmo é uma religião de 613 mandamentos, não uma série de "nisto deves acreditar" e "nisto não deves acreditar", mas de 613 leis divididas entre "isto deves fazer" e "isto não deves fazer". Exige o cumprimento das 613 mitsvot, preceitos da Torá.
Se alguém vier e lhe perguntar: "Você é religioso?" hoje em dia encontraremos muitos judeus que responderão: "Posso não me manter casher, posso não guardar o Shabat, talvez não cumpra nenhuma das leis da Torá, mas sou judeu no coração." Qual o significado desta declaração? É que judeus hoje, vivendo num mundo com outras influências dominantes - onde religião é definida por outros padrões que não os atos - estão se identificando como judeus "devotos". Muito mais do que simples fé ou credo, quando um judeu fala sobre D'us, deve estar mais preocupado com atos.
Você é um judeu, em termos judaicos, significa: "Você cumpre a Torá e as mitsvot? Observa a Aliança feita há muito tempo no Sinai - na qual, conforme dizem nossos sábios, cada alma judaica de todas as gerações estava presente e persuadiram D'us a nos tornar o Seu povo através da declaração 'Naassê ve Nishmá', 'faremos e [só então] entenderemos?'" Para o judeu, a revelação não foi um meio para que o homem visse a aparência de D'us. Ao contrário, foi a maneira que D'us usou para fazer os judeus saberem o que era importante para Ele através da revelação de Seu propósito, ao invés de Sua pessoa.
Ser um "judeu no coração" não é suficiente. A ênfase está nas ações, não em pensamentos; no corpo, não apenas na mente. Ter fé é fundamental, um judeu deve crer, sem dúvida. Entretanto, o propósito da crença em uma Divindade é assegurar que as mitsvot sejam cumpridas. A crença em D'us não é a mensagem, mas o meio. O objetivo não é D'us, mas uma vida de santidade, para a qual crença é simplesmente um pré-requisito. Em que deve um judeu acreditar? Deve tratar primeiro das ações, porque estabelecemos que para os judeus esta é a prioridade número 1.

Sustento e Vestimenta do Sacerdote em Israel.




Sustento e Vestimenta do Sacerdote em Israel.


1. Sustento: Não se deram à tribo de Levi terras como herança, mas ela foi ‘espalhada em Israel’, recebendo 48 cidades para morar com suas famílias e seu gado. Treze destas cidades foram dadas aos sacerdotes. (Gên 49:5, 7; Jos 21:1-11) Uma das cidades de refúgio, Hébron, era cidade sacerdotal. (Jos 21:13) Os levitas não receberam uma região como herança tribal, porque, conforme YHWH dissera: “Eu sou teu quinhão e tua herança no meio dos filhos de Israel.” (Núm 18:20) Os levitas executavam as tarefas designadas do seu ministério, e conservavam suas casas e os pastios das cidades que lhes foram concedidas. Cuidavam também de outros terrenos que os israelitas talvez devotassem ao uso do santuário. (Le 27:21, 28) YHWH fazia provisões para os levitas por providenciar que recebessem o dízimo de todos os produtos agrícolas das outras 12 tribos. (Núm 18:21-24) Deste dízimo, ou décimo, os levitas, por sua vez, deviam dar um décimo do melhor como dízimo para o sacerdócio. (Núm 18:25-29; Ne 10:38, 39) O sacerdócio recebia assim 1 por cento do produto nacional, habilitando-o a devotar todo o seu tempo ao seu designado serviço de Deus.


Era só quando Israel ficava relapso na sua adoração e negligente no pagamento dos seus dízimos que o sacerdócio sofria junto com os levitas não-sacerdotais, que tinham de procurar outro trabalho para sustentar a si mesmos e suas famílias. Esta má atitude para com o santuário e sustento dele, por sua vez, fazia a nação sofrer ainda mais por falta de espiritualidade e de conhecimento de YHWH. — Ne 13:10-13; veja também Mal 3:8-10.


O sacerdócio recebia: (1) O dízimo regular. (2) O dinheiro de redenção do primogênito do gênero humano ou dos animais. No caso do touro, do cordeiro ou do caprídeo primogênitos, eles recebiam a carne como alimento. (Núm 18:14-19) (3) O dinheiro de redenção por homens e coisas santificadas como sagrados, e também por coisas devotadas a YHWH. (Le 27) (4) Certas porções das diversas ofertas trazidas pelo povo, bem como os pães da proposição. (Le 6:25, 26, 29; 7:6-10; Núm 18:8-14) (5) Benefícios derivados das ofertas do melhor dos primeiros frutos maduros dos cereais, do vinho e do azeite. (Êx 23:19; Le 2:14-16; 22:10 [“estranho”, neste último texto, refere-se a alguém que não era sacerdote]; De 14:22-27; 26:1-10) Exceto por certas porções específicas que só os sacerdotes podiam comer (Le 6:29), seus filhos e suas filhas, e, em alguns casos, os da casa do sacerdote — até mesmo escravos — podiam legitimamente participar. (Le 10:14; 22:10-13) (6) Sem dúvida, uma participação no dízimo do terceiro ano para levitas e para os pobres. (De 14:28, 29; 26:12) (7) A presa de guerra. — Núm 31:26-30.


2. Vestimenta: No desempenho das suas funções oficiais, os sacerdotes serviam descalços, em harmonia com o fato de que o santuário era solo sagrado. (Veja Êx 3:5.) Nas instruções para a fabricação das vestes especiais para os sacerdotes não se mencionam sandálias. (Êx 28:1-43) Eles usavam calções de linho, que iam desde os quadris até às coxas, por questão de decoro, “para cobrir a carne nua . . . a fim de que não incorram em erro e certamente morram”. (Êx 28:42, 43) Sobre este, usavam uma veste comprida de linho fino, amarrada ao corpo por uma faixa de linho. Sua cobertura para a cabeça era ‘enrolada’ sobre eles. (Le 8:13; Êx 28:40; 39:27-29) Esta cobertura para a cabeça parece ter sido um pouco diferente do turbante do sumo sacerdote, que talvez fosse costurado num estilo enrolado e colocado assim na cabeça do sumo sacerdote. (Le 8:9) Parece que foi em tempos posteriores que os subsacerdotes ocasionalmente usavam éfodes de linho, embora estes não fossem ricamente bordados como o éfode do sumo sacerdote. — Veja 1Sa 2:18.

Uma História da Genética do Povo Judeu.



Em seu novo livro, “Legacy: A Genetic History of the Jewish People” [Legado: Uma História da Genética do Povo Judeu], Harry Ostrer, médico geneticista e professor da Escola de Medicina da Faculdade Albert Einstein, em Nova York, afirma que os judeus são mais diferentes que se imaginava.
As diferenças que os judeus possuem, é uma espécie de “assinatura genética distinta”. Quando os nazistas tentaram exterminar os judeus com base em uma suposta distinção racial, muitos alegavam que isso não fazia sentido, pois os judeus não seriam uma raça e sim uma etnia.
“Quem é judeu?” tem sido uma questão fundamental para os judeus ao longo da história. O que provaria a identidade judaica? Suas diferentes crenças religiosas, práticas culturais e laços de sangue?
Os geneticistas têm consciência de que certas doenças, como câncer de mama, afetam mais os judeus. Ostrer, que também é diretor de testes genéticos no Centro Médico de Montefiore, vai mais além, afirmando que os judeus são um grupo homogêneo, podendo sim ser caracterizado como o que podemos chamar de “raça”.
Na maior parte dos 3.000 anos de história do povo judeu, o que veio a ser conhecido como “excepcionalismo judeu” não era controversa. Devido a uma tradição de isolamento cultural, e defesa do casamento apenas entre judeus garantiram a preservação de alguns traços linguísticos e culturais.
Agora, com a ciência moderna, eles não poderão mais ser vistos apenas como “tribos”.
Ostrer explica que no século 20 a genética emergiu como uma ciência fundamental. Desde os tempos de Maurice Fishberg, um médico judeu de Nova York que viveu no século passado, havia uma tentativa da medicina de se provar essa distinção.
Fishberg media o tamanho do crânio de seus pacientes e tentava explicar por que os judeus pareciam ser atingidos por algumas doenças mais do que outros grupos. Embora o mero formato do crânio forneça informações limitadas sobre as diferenças humanas, seus estudos conduziram a mais pesquisas ligando judeus à genética.
Ostrer divide seu livro em seis capítulos, que representam os vários aspectos do judaísmo: Olhando os judeus, patriarcas, genealogias, tribos, traços genéticos e identidade. Cada capítulo apresenta um importante cientista ou figura histórica que avançaram consideravelmente na compreensão do judaísmo.
“Legacy” pode causar algum desconforto a seus leitores. Para alguns judeus, a noção de um povo geneticamente relacionado é um remanescente embaraçoso do sionismo que se popularizou no final do século 19. Obviamente, sociólogos e antropólogos culturais, ainda ridicularizam o conceito de “raça”, afirmando que não existem diferenças significativas entre grupos étnicos.
Para os judeus, a palavra ainda carrega a associação especialmente odiosa com o nazismo. Eles argumentam que o judaísmo se transformou de um culto tribal em uma religião mundial reforçada por milhares de anos de tradições culturais.
Com o primeiro mapeamento de DNA da história, cerca de 10 anos atrás, os geneticistas acreditam que a diferença entre os diferentes “tipos” de seres humanos não passariam de 0,1%. Mas é bom lembrar que esse 0,1% apresenta cerca de 3 milhões de pares de nucleotídeos no genoma humano. Eles determinam, por exemplo, cor da pele ou do cabelo e suscetibilidade a determinadas doenças. Seriam como um mapa inquestionável de nossas árvores genealógicas.
Tanto o projeto do genoma humano quanto a pesquisa de doenças descartam o termo “raça”, preferindo conceitos mais neutros, como “população”. Resumia a sua essência, raça seria o equivalente a “região de origem ancestral”. Isso nunca foi objeto de disputa entre os judeus, que traçam sua origem a Abraão, que viveu a maior parte de sua vida na terra chamada hoje de Israel.
As conclusões de Ostrer demoraram décadas de sua carreira e ajudam a explicar hoje a base genética de doenças comuns e raras. Segundo ele, os judeus podem ser identificados pelas 40 ou mais doenças que os afligem desproporcionalmente, uma conseqüência inevitável da endogamia.
Ele traça inclusive a história de numerosas doenças tipicamente “judias”, incluindo três mutações genéticas do câncer de mama e de ovário que marcam os que são indelevelmente “filhos de Abraão.” Sua conclusão é simples, ser judeu não é algo determinado pela religião ou local de nascimento é uma marca genética carregada por todos que compartilham esse título.

Traduzido e adaptado de Forward.

O Povo Judeu, o Povo do Livro



O Povo Judeu, o Povo do Livro

Desde tempos muito remotos, o povo hebreu tinha condições de produzir registros escritos. A escrita semítica do norte, que era alfabética, existia já muito antes do tempo de Moisés. Todos os povos do mesmo fundo cultural dos hebreus já conheciam a escrita desde o quarto milênio a.E.C. Os egípcios e os assírios tinham bastante cuidado em registrar seus feitos, e os hebreus não foram menos escrupulosos que esses na transmissão de seus textos.

Flávio Josefo relata que seus compatriotas foram reverentes em relação ao Texto Sagrado, não se aventurando a remover, adicionar ou alterar uma sílaba sequer e menciona que é instintivo para cada judeu, desde o dia de seu nascimento, considerar as Escrituras decretos de D’us, vivendo segundo elas, e se necessário for, morrer por elas. Josefo simplesmente estava expressando a própria atitude dos escritores bíblicos, conforme vemos em Dt 4.2: "Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso D’us, que eu vos mando" ou Jr 26.2b: "….todas as palavras que te mandei que lhes dissesses; não omitas nenhuma palavra."

O que ressalta na história dos judeus é que eles mantinham a Palavra de D’us.

Os escritos de Moisés eram preservados na arca (Dt 31.26); as palavras de Samuel foram colocadas num livro, e o pôs perante o Senhor (1 Sm 10.25); a lei de Moisés foi preservada no templo nos dias de Josias (2 Rs 23.24); Daniel tinha uma coleção dos "livros" nos quais se encontravam "a lei de Moisés" e "os profetas" (Dn 9.2,6,13); Esdras possuía cópias da lei de Moisés e dos profetas (Ne 9.14, 26-30);

A maravilhosa prova de que os judeus tinham de fato zelo e apreço por suas Sagradas Escrituras está no fato de que sua transmissão era cercada de todos os cuidados. Se fosse percebido algum erro na cópia dos manuscritos, todo aquele rolo era inutilizado e o trabalho era recomeçado. Os escribas contavam todas as letras de cada manuscrito para verificar se conferia com o original, os manuscritos desgastados pelo constante uso, eram descartados e enterrados. Segundo uma tradição talmúdica, todo manuscrito que contivesse erro ou falha e todo aquele demasiadamente gasto pelo uso eram sistemática e religiosamente destruídos. Ainda segundo o Talmude, só determinados tipos de peles podiam ser utilizados, o tamanho das colunas era controlado por regras rigorosas, além de haver um ritual que o escriba deveria seguir ao copiar um manuscrito.

D’us em sua sabedoria e providência, conduziu seu amado povo para que preservasse Sua revelação e isto ficou demonstrado pela maneira sem igual como transmitiam seus manuscritos. Nenhum outro povo neste mister pode ser comparado ao povo judeu. De fato eles são o povo do livro.

Chega ao Brasil site de árvore genealógica.




Chega ao Brasil site de árvore genealógica.


Chega ao Brasil o site Mundia (http://br.mundia.com) que ajuda montar sua árvore genealógica. O site dá acesso a informações de histórias de família e é um lugar onde o internauta pode localizar parentes no mundo inteiro.O Mundia foi desenvolvido pelos mesmos criadores do Ancestry.com, o líder mundial desse gênero que está em países como Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália, Austrália e outros, com um bilhão de pessoas cadastradas. Entrevistei Brett Bouchard, que se diz fã incondicional do Brasil e está trazendo o site para o país. O acesso ao site é gratuito, mas é preciso estar registrado. A pessoa pode adicionar fotos de sua família e do histórico familiar, como fotografias de antepassados. O pessoal do site tem direito a remover qualquer conteúdo considerado ofensivo. O internauta pode tornar o perfil dele ou dela “não pesquisável” no Mundia.com
Brett me contou que morou em São Paulo entre 1994 e 1996, quando trabalhou como consultor da empresa francesa Capgemini. Depois foi para a África do Sul, onde conheceu sua mulher alemã e hoje mora na Alemanha. Ele diz adorar o Carnaval e a maneira com que os brasileiros se relacionam. Ele afirma ainda que tem muitas saudades daqui. Vamos à entrevista:
Mulher 7 por 7 – Como surgiu a ideia de criar esse site?
Brett Bouchard- O site foi desenvolvido por um grupo de nossa empresa Ancestry.com especificamente para países como o Brasil em que buscar a história familiar tornou-se um hobby. Mundia é para aqueles que estão interessados em construir sua árvore genealógica e conectar-se com familiares do mundo inteiro.
Mulher 7 por 7- Como vocês asseguram que as informações são confiáveis?
Brett- Nós depositamos confiança em nossos internautas e nas pessoas comprometidas a montar sua árvore.
Mulher 7 por 7- Como é possível ter acesso à uma informação de um familiar que vive fora do Brasil?
Brett - Um dos benefícios do Mundia.com é que ele está ligado ao site Ancestry.com que tem acesso a 12 milhões de árvores genealógicas em países como Reino Unido, Estados Unidos, Itália, Alemanha, Canadá, França, Portugal, Austrália, etc. Isto dá a chance de as pessoas terem contato com familiares em diversos países, em diversos idiomas.
Mulher 7 por 7-Você pode nos contar alguma história interessante de um encontro familiar?
Brett - Como o site Mundia.com é muito recente ainda não temos uma assim. Mas esperamos ter boas histórias em breve.
Eu adoro saber sobre meus ancestrais e quando tinha 14 anos, fiz a minha árvore. Depois, na bagunça de uma adolescnete, acabei perdendo-a.
Aproveito aqui para dizer que meu descendente mais velho, Antônio, faz hoje quatro anos.
E você, tem curiosidade em saber sobre as origens de sua família?

FONTE:
http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2009/12/09/chega-ao-brasil-site-de-arvore-genealogica/

O incenso sagrado do Templo de Jerusalém.




O incenso sagrado do Templo de Jerusalém.


A Torá revela o texto (Ex. 30:34), " Disse mais o SENHOR a Moisés: Toma especiarias aromáticas, estoraque, e onicha, e galbano; estas especiarias aromáticas e o incenso puro, em igual proporção;"


O incenso que foi oferecido no Templo Sagrado foi feito a partir de onze diferentes ingredientes, das quais apenas quatro são mencionados pelo nome no versículo acima. A identidade das outras sete  especiarias foi transmitida na Tradição Oral. Como é o caso em relação a muitas outras áreas de estudo do Templo, a classificação exacta destes ingredientes é objecto de uma investigação séria. Muitos destes são raros, e alguns podem ser obtidos apenas em terras exóticas e distantes.


O método, ou receita, para preparar o incenso especial destes ingredientes foi um segredo muito bem guardado, que passaram de geração em geração dentro das fileiras de uma família em particular conhecido como Avtinas. Além da identidade das especiarias e as quantidades exatas e da maneira em que eles estão preparados, o clã tem protegido outro segredo importante de seu comércio: A identidade de uma erva conhecida em hebraico como Asã Ma'aleh, literalmente "o que faz a fumaça subir. No nosso tempo, alguns têm especulado que esta pode ser a planta pyrotechnica Leptadenia, que contém ácido nítrico.


Sobre a Família Avtinas


A família Avtinas foi nomeada pelo Sinédrio para oferecer o incenso, e eles eram exclusivamente responsáveis pela sua produção, onde foi feito uma câmara para eles chamada: A Câmara dos Avtinas. " Aprendemos que esta câmara foi localizada no lado sul do pátio, sobre o "portão das águas."


O Midrash (Shir HaShirim Rabá, 3:4) fornece vários relances comoventes da família Avtinas, que nos dizem algo de uma grande dedicação, que ardia em seus corações a sua ocupação no santo:


"A família Avtinas eram especialistas na preparação de especiarias, incenso e sabia como usar a erva  Asã Ma'aleh, o que causa a fumaça. Mas os rabinos eram críticos que eles mesmos se recusaram a ensinar estas coisas aos outros. Os sábios enviou a Alexandria artesãos qualificados, e esses outros envolvidos para tentar duplicar o Avtinas 'incenso. Estes artesãos eram peritos na especiarias, mas não puderam fazer a fumaça subir em uma coluna reta, como os Avtinas... a fumaça do seu incenso imediatamente se difundias e se dispersava no ar.


Quando os sábios viram isso, comentou que tudo o que o Santo criou, Ele criou só para o bem da sua própria honra, como diz o versículo (Isaías 43:7) "A todos os que são chamados pelo meu nome e os que criei para a minha glória, os formei, e também os fiz. ". 


 " Eles voltaram a família Avtinas a sua tarefa, e dobrou os seus salários. "


"Mas os sábios lhes perguntou:" Qual é a razão por que você não secretas partes de sua profissão, por que querer ensinar aos outros? " 


Eles responderam: "Nossos pais passaram uma tradição para nós, que um dia o Templo Sagrado será destruído. Nós não queremos ensinar o nosso segredo, para que não caia em mãos erradas, as mãos de idólatras, e um dia, a oferta de incenso sagrado que apresentou perante o Santo seria então usada para a idolatria." Quando os rabinos entenderam que este era o motivo de seu silêncio, a família Avtinas foi muito elogiada. "


"Foi dito também que nenhum membro da sua família jamais colocaria em perfumes. E quando um deles se casassem com mulheres fora da família,  que  nunca  usariam isso como perfumepara o uso pessoal, como o versículo de Números 32, "E você deve estar limpo diante de Deus de Israel."


"Rabi Akiva relacionou: ben Shimon Luga disse-me que uma vez (depois da destruição do Templo Sagrado), ele era um rapaz - um descendente da família Avtinas - estavam recolhendo ervas nos campos 'Percebi que, de repente, o menino chorou, e então. riu. 


Perguntei-lhe: 'meu filho, porque você chora? A "E por que você ri?", Ele. "Porque a maior honra é reservada e estabelecido para os justos no mundo do futuro. E o resultado final, o Santo vai alegrar seus descendentes.". 


"Perguntei ao menino," o que você vê que lembrou de tudo isso? ' E ele me disse: 'Como se reuniam antes, e viu no campo as ervas Asã Ma'aleh. "  


Mostra-me. Exclamei. ' Mas ele me disse: 'Nós temos uma tradição de nunca mostrá-lo a qualquer homem. "


Apenas alguns dias se passaram, e  a criança morreu. "Assim, ele não revelou a ninguém. "


Sobre o altar do incenso


Os Mandamentos da Bíblia (Êxodo cap 30.)


"E farás um altar para queimar o incenso; de madeira de acácia o farás.
O seu comprimento será de um côvado, e a sua largura de um côvado; será quadrado, e dois côvados a sua altura; dele mesmo serão as suas pontas. E com ouro puro o forrarás, o seu teto, e as suas paredes ao redor, e as suas pontas; e lhe farás uma coroa de ouro ao redor. Também lhe farás duas argolas de ouro debaixo da sua coroa; nos dois cantos as farás, de ambos os lados; e serão para lugares dos varais, com que será levado. E os varais farás de madeira de acácia, e os forrarás com ouro.
E o porás diante do véu que está diante da arca do testemunho, diante do propiciatório, que está sobre o testemunho, onde me ajuntarei contigo. E Arão sobre ele queimará o incenso das especiarias; cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, o queimará. E, acendendo Arão as lâmpadas à tarde, o queimará; este será incenso contínuo perante o SENHOR pelas vossas gerações. Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta; nem tampouco derramareis sobre ele libações. E uma vez no ano Arão fará expiação sobre as suas pontas com o sangue do sacrifício das expiações; uma vez no ano fará expiação sobre ele pelas vossas gerações; santíssimo é ao SENHOR."

FONTE:
http://www.cohen.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=188&Itemid=188

A mesa sagrada do Templo de Jerusalém.




A mesa sagrada do Templo de Jerusalém.


Um dos utensílios sagrados do Templo é a mesa de ouro para a dos Pães, que fica dentro do próprio Santuário, do lado norte. Esta mesa é construída de madeira recobertos com ouro, e as instruções específicas para a sua concepção são descritos em Êxodo capítulo 25.


Os Cohanim são ordenados a fazer com que 12 pães são constantemente apresentados nesta tabela diante da presença de Deus, daí o nome pão: "E você deve colocar pão na mesa diante de mim em todos os tempos" (Êxodo 25: 30). 


Estes 12 pães foram assados em bandejas o que lhes dava uma forma específica, e quando feito, eles descansaram em prateleiras de ouro sobre a mesa. Os pães foram substituídos todos os sábados com os novos.


Diz-se que o pão é o esteio da vida, e representa o sustento físico do homem. Este é certamente isso, e é importante que a bênção de D'us de bondade e de generosidade ser encontrados no pão que tomamos ...pois sem a Sua bênção generosa, todos os esforços do homem que não satisfazem nem saciar.Assim, nós nos esforçamos para cumprir a Sua vontade em cada aspecto de nossos esforços, e em assim fazendo, nós ganhamos a Sua graça e bênção ...para cada área, onde o homem cumpre Santo Uma vai se torna um canal de recepção Celestial bênção.


Isto foi especialmente verdadeiro no caso da Showbread, e um aspecto de sua função era de fato para provocar orientação divina e providência.Os sábios ensinam que uma vez que estes pães eram na sua essência o veículo para o cumprimento do mandamento de D-us, e eles foram usados para realizar a Sua vontade, bênção especial pode ser encontrada no mesmo, e de fato, a bênção divina foi visto e sentido em especial no contexto da Showbread.O Talmud descreve que aconteceu um milagre a cada semana: Quando os padres vieram para substituir os pães com pães novo todos os sábados, eles descobriram que os da semana anterior, manteve-se fresco e quente sobre a mesa, como o momento em que foram cozidos.Este milagre foi visto como uma confirmação clara de que a Presença Divina realmente descansou neste lugar santo.


A esta luz, encontramos o comentário sábios que quando o Templo Sagrado era, todas as facetas da existência humana foi igualmente agraciado com um aspecto correspondente do serviço Divino:


A produção dos campos foram abençoados por conta do pão e da oferta ômer; 
A precipitação anual, em razão da libações de água durante o feriado de Sucot; 
Vestuário manteve uma aquecida no mérito das vestes sacerdotais; 
A economia prosperou por causa dos sacrifícios diários.


Quando o Templo foi destruído, todos esses benefícios foram suspensos, conforme registrado pelo profeta Hagai: "Você tem semeado muito e recolhido pouco; você come, mas você não está saciada, você bebe, mas não são preenchidas com a bebida; vestis-vos, mas ninguém se aquece, eo que recebe salário recebe-los para colocá-los em um saco furado "(Hagai 1:6). 

FONTE:
http://www.cohen.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=189&Itemid=189

A pia lavatório do Templo Sagrado.


A pia lavatório do Templo Sagrado.


"E deve fazer uma pia de cobre, e seu pedestal de cobre ..." (Êxodo 30:18). A pia ou lavatório, um vaso grande que aparece como uma chaleira, é realmente o primeiro utensílio que os Cohanim têm contato todos os dias, pois deve santificar as mãos e os pés com águas antes de iniciar qualquer tarefa no Templo Sagrado.


O utensílio lavatório original  foi construído para o tabernáculo do deserto no tempo de Moisés com 2 torneiras para a liberação da água. Na época do Segundo Templo, o Sumo Sacerdote Ben Katin, que criou o muchni, era formado por 12 torneiras, de modo que os Cohanim que participavam na oferta do sacrifício diário poderia santificar-se de forma eficiente.


Esta pia lavatória deve ser construída do material cobre


De acordo com o versículo da Torá, onde D-us ordenou a Moisés para fazer a pia, ela deve ser construída de cobre. Apesar de muitos outros utensílios do Templo foram construídos de metais mais caros, como o ouro ou a prata, dando maior honra à vontade de Deus - a pia devia ser feita exclusivamente a partir de cobre. Mesmo mais tarde, em todas as gerações posteriores do Templo Sagrado, e mesmo quando o país conheceu momentos de grande prosperidade e decorado todo o Segundo Templo em ouro, a pia ainda permaneciam de cobre. 


O Midrash (Bamidbar Rabá 9:14) relata que a pia original foi feita a partir das contribuições das mulheres justas de Israel, que doaram seus espelhos brilhante para esta causa. Esses espelhos, feitos de cobre polido, foram derretidos, e foi a partir destes que a pia foi construída. Este ato de sacrifício foi  precioso aos olhos do Eterno - o fato de as mulheres se preocuparam mais em cumprir a palavra de D-us do que cuidar da própria aparência. Midrash declarou que a pia deve ser de cobre ao longo dos séculos, para invocar o mérito destas mulheres justas, de modo que a memória desta ação será sempre mantida.


A razão para a "Muchni"


Há uma preocupação específica das leis de pureza que diz respeito à bacia de cobre, embora o mesmo problema pode afetar outros utensílios também: a agua nao poderia ser guardada durante a noite em um vaso sagrado pois torna-se-ia imprópria para o uso no período da manhã. Se a água foi deixada na pia durante a noite, os sacerdotes não seriam capazes de santificar-se com esta água. Assim, a pia tinha que ser esvaziada do seu conteúdo no final do dia. Mas como poderia ser reabastecidos rapidamente com água suficiente? Além dos Cohanim que oficiavam na remoção das cinzas, todos os outros 12 Cohanim selecionados para oferecer o sacrifício da manhã, também deveriam lavar as mãos e pés na pia!


Ben Katin, um dos Cohen Gadol que serviram durante a época do Segundo Templo, concebeu um sistema através do qual esse problema de impureza ritual pode ser contornada: o mecanismo de muchni, que significa "máquinas", ou possivelmente derivado da palavra para "preparado. "Ao esvaziar a pia de seu conteúdo a partir do dia anterior e, em seguida, mergulhando em uma piscina, a água fresca era obtida para o novo dia, e quando a pia era hasteada no início da manhã - pelos Cohanim que também removiam as cinzas do altar. Era esse o som da pia sendo levantada com o muchni que podia ser ouvida pelos outros Cohanim no pátio ao lado, no outro lado do altar. 

FONTE:
http://www.cohen.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=190&Itemid=190

A Menorá do Templo de Jerusalém




A Menorá do Templo de Jerusalém.


A Menorá (do hebraico מנורה - menorah - "lâmpada, candelabro"), um candelabro de sete braços, é um dos principais e mais difundidos símbolos do Judaísmo. Originalmente era um objeto constituído de ouro batido, maciço e puro, feito por Moisés para ser colocado dentro do Santo Lugar - átrio intermediário entre o Átrio Exterior do Santuário e o Santo dos Santos - juntamente com o Altar de Incenso e a Mesa dos Pães da Proposição. Diz-se que simboliza os arbustos em chamas que Moisés viu no Monte Sinai. A Menorá existia tanto no Tabernáculo quanto no Primeiro e, posteriormente, no Segundo Templo.


Detalhes da Construção


o ETERNO instruiu Moisés com a construção da Menorá do Templo, do ouro para sete lâmpadas ramificadas. Este é um utensílio altamente detalhado, complexo, e as passagens no texto da Torá nos fornece apenas uma descrição geral do plano e da execução do projeto. O Talmud explica outros de seus detalhes, e todos os aspectos da criação da lâmpada e aparência é discutida pelos sábios. Alguns desses detalhes são, por exemplo: a altura da menorá, medida a 18 palmos, e considerada a altura de um homem médio. Algumas questões existem em relação à base, se era triangular ou hemisférica, e por apresentar três pequenas pernas (Menachot 3, 7; Maimonides Leis do Templo 3:2).


O Talmud (BT Menachot 28: B) compara o modelo dos copos que era moda nos ramos de "taças de Alexandria", que são de largura e fundo estreito, como taças de vinho. Quanto aos braços da menorá, algumas opiniões dizem que eles eram ocas (Ibn Ezra), mas a maioria afirmam que eles eram sólidos. A maior controvérsia em relação às preocupações é de sua estrutura básica, ou seja, a forma e a direção de seus braços. Alguns diagramas antigos, bem como evidência histórica, retratam a menorá como tendo ramos arredondados; outras opiniões afirmam que os ramos subiam em diagonal, para fora do utensílio.


Porque a Torá exige que a menorah seja construída a partir de apenas um segmento de metais, foi feita a partir de um "talento", ou kikar de ouro - uma peça de ouro puro batido, ao contrário de várias peças sendo unidas. Dentro do Templo Sagrado, a menorah ficou dentro do Santuário, no lado sul, e as suas sete lâmpadas fossem acesas, de tal maneira, que brilhavam em direção ao centro. Cada dia um Cohen cuidada das chamas das lâmpadas, para se preciso consertar e preparar os pavios e gravetos novamente.


Uma iluminação espiritual


A menorá podia ser visto como ocupando o papel mais central de todos os vasos sagrados, pois é o símbolo da luz - e os sábios se referem a Jerusalém como "a luz do mundo" (B'reishith Rabbah 59).
Uma razão para isso é a luz da Menorá, irrompendo de dentro do santuário. Para acender a menorá era como um ato espiritual, bem como a iluminação.  Assim, os sábios ensinam que as janelas nas paredes do santuário foram construídas de forma diferente do que qualquer outra janela no mundo. Estes foram apenas o oposto de janelas normais, qual é normalmente considerada a função da Janela?  


Para deixar a luz entrar. Mas dentro dessas janelas, estavam em ordem, a fim para deixar a luz sair para fora - para difundir a luz espiritual que emana do Templo, da menorah para o mundo. 


As janelas do Santuário permitiam que a luz especial saisse da menorá para estourar para o mundo, partindo de dentro do salão sagrado.

FONTE:
http://www.cohen.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=191&Itemid=191

A Antropomínia da Sobrevivência


A Antropomínia da Sobrevivência


A Troca de Nomes, a Antropomínia da Sobrevivência 
Marcelo M. Guimarães


Modernamente, a antroponímia, ramo principal da onomástica, é o estudo dos antropónimos, ou seja, dos nomes próprios dos indivíduos.


A tradição judaica sempre atrelou nomes próprios com seu significado, implicando, assim, uma identificação do futuro de um indivíduo com seu próprio nome. O próprio Nabucodonozor, rei da Babilônia, mudou o nome de quatro cativos hebreus, nobres de Jerusalém, Daniel, Hananinas, Misael e Azarias para Belteshazar, Shadrach, Meshach e Abed-Nego, proveitando dos talentos dos mesmos.
Segundo Elias Lipner, no seu livro “Os Batizados em pé”, na história onomástica dos judeus em Portugal distinguem-se três períodos: o dos genuínos, o dos nomes impostos e o de restauração. O primeiro, segundo este autor, em que o judaísmo era permitido, vai desde o da monarquia portuguesa até 1497; o segundo, inicia-se nesse ano, quando por ordem de D. Manuel foram impostos nomes cristãos aos habitantes judeus; e o terceiro, cujo inicio coincide paralela e cronologicamente com o anterior, desenvolvendo em seguida com a independência, quando uma parte de judeus livres da inquisição começaram a restaurar seus nomes judaicos.
Nos primeiros tempos mantinham seus antigos nomes em público exclusivamente para identificação, na lavratura de documentos jurídicos. Assim, o nome Isaque Latam, donatário das casas de Dom Abravanel no tempo de D. João II, já aparece como “ Lourenço Vaz”, depois do batismo forçado. Geralmente tomavam o nome dos padrinhos de batismo. Muitos que tinham, por exemplo, o sobrenome Abravanel, adotaram o “ Martins”. A história registra o sobrenome Martins empregado por judeus portugueses que posteriormente emigraram-se para Londres- Inglaterra.


Os nomes dos judeus da península ibérica eram também traduzidos do hebraico, ou fonetizados na língua hispânica ou portuguesa, como por exemplo, Tzur para Rocha, Baruch para Benito ou Bendito, Moshe para Moisés, Yehuda para Judá, etc.


Era comum depois do batismo de judeus, depois que eles começaram a emigrar-se para outros países, conservarem o nome de sua cidade natal, como por exemplo, de Miranda, da cidade de Miranda ao norte de Portugal, assim também aqueles que eram de Toledo, de Braga, de Navarro, de Leon, de Coimbra, etc.


Também era comum o judeu tomar as letras finais “EZ” da palavra “Eretz” que quer dizer “terra” em hebraico em alusão a lembrança da terra de seus ancestrais. Assim, tem-se os Perez, os Lopez, os Rodriguez, os Gonzalez, Martinez, etc.


Os nomes bíblicos também incluía nomes de animais para personagens de ambos os sexos, como por exemplo: (1)


Tzippor – Ave, pássaro


Yonah – Pombo


Hanab – Gafanhoto


Tolá – Varão


Num – peixe


Rahel – cerva


Deborah – abelha


Yael- cabra da montanha


Outros exemplos da origem dos nomes:


-         Do nome Hayim, vida em hebraico, originou-se do latim, Vita, Vito, Viton, Vital, Vidal, Vida, Vidalon, Vivones.


-         Do nome Shem Tob ( Nome Bom), originou-se Nomebom, Bom Nom, Santob, Santo, Sento(em Castilha), Santhon, Centon, Santon ( no reino de Aragão).


-         Yom tob – dia Bom, derivou Bondia, bondiag,Bondion, Jento, Gento, Bonfed, Janto no reino de Aragão.


-         Tob Elen é trazido por Boa Criança, Bom Menino, Bom Filho, derivou Bon Enfant, Bonfils, Narbonne, Bonfil


-         Castiel – aquele que vem de Castilha


-         Laredo – aquele que vem da província de Santander


-         Medina – de Medina de Pomar, província de Burgos


-         Fonseca – de Fonseca – Província de Oviedo


-         Miranda – da cidade de Miranda


Exemplos de nomes advindos de particularidades físicas:


-         Catan – Pequeno


-         Moreno – pele morena


-         Amzalag -  o Calvo, o Careca


-         Guidon ou Guideon – cansado, quebrado, estropiado


-         Beloniel – filho do Enfermo, do Fraco


-         José- Yosef – ele ajustará


Exemplos de nomes Teofóricos:


-         Neemias – Filho do D-us consolará


-         Eliezer – Meu D-us socorredor


-         Ezra ou Esdras – socorro, ajuda


-         Israel – Filho do D-us vencerá


-         Shaú – desejado por D-us


-         Amiel – Povo de D-us, adoradores


-         Daniel – D-us é meu juiz


-         Rafael – D-us que cura, etc.


Nomes de animais:


-         Lobato – Lobo


-         Sabá – Leão


-         Efron – Gazela


-         Albaz – O Falcão


Relação dos Nomes Patronímicos


A relação dos nomes das famílias sefarditas, como foram grafados na época por pessoas que às vezes pertenciam à mesma família, mas que escreveram seus sobrenomes de modo diferente, como eram pronunciados em sua terra de origem.


O período aqui abrangido corresponde aproximadamente a noventa anos, desde a extinção da Inquisição no Reino Unido de Portugal – Brasil.


-         Cadosh – Caén – Caggi- Cahen – Cardozo


-         Cohen – Cohim – Coriat – Corte Real


-         David – Davila – Delmar


-         Elbas – alves


-         Fahri – Farahe – Fassi – Fima- Foinquinos- Franco


-         Gabay – Gabizón – Galano- Grason- gonçalves- Guenum


-         Hachuel – Halevy – Hamouss – Hamoy


-         Hazan – Henriques – Hombres- Homem


-         Levi – Levin- Ley – Lopez- Loreti


-         Maimarán – malaquias – Marques – Mathias- Medina- Melo- Mendes-Meyer- Moreno


-         Pacífico – Pazuelo- Peres – Perez- Pinto- Primo


-         Sabá – Scrão – Salgado- Samuel- Secrón- Semana-


-         Sentob- Serfati Serigue- Serruya- Serulha


-         Sinay – Sion- Siqueira- Soares- Suaha-Suzanna


-         Tapiero – Taub- Titan-Tolebem-toedano-Tzion


-         Yahir- Yair- Jair- Yosseph


-         Zagury-Zanzon-Zetune


É importante ressaltar que os nomes hebraicos sempre assimilou os nomes do país ou da localidade. Os nomes dos judeus Ashkenazim são bons exemplos. Por exemplo, na bíblia não se encontra os Goldstein, Rosengaus, Rosemberg, Eistein, Weissman, kaufman, Silberman, Freud,etc. São nomes típicamente germânicos. Da mesma forma, nomes como Polansky, Sharansky, Lavinsky são exemplos de nomes poloneses. Idem Costeau, Costin, Bom Enfant são franceses. Já os nomes dos Sefarditas da Espanha encontramos aqueles que mantiveram seus hebraicos, como Abravanel, Perez, Levy, Cohen, etc. e outros que foram assimilados da língua espanhola, como Ximenez, Lopez, Rodriguez, Gonzalez, etc. Já em Portugal, encontramos os Miranda, os Cardozo, os Pintos, Almeida, Azeredo, Azevedo, os Martins, os Costas, Nogueira, Pereira, Teixeira, etc.


Fica uma ressalva que os nomes sefarditas devem ser preservados, quebrando todo e qualquer tipo de preconceito junto as comunidades judaicas. Como a maioria dos judeus Ashknazi possuem e preservaram seus nomes germânicos, poloneses e russos, etc.


Da mesma forma que nem todo kaufman ou Rosemberg é judeu, da mesma forma nem todo Miranda ou Pinto também.


Se falamos agora da restauração dos cristãos-novos ou marranos às suas raízes judaicas, devemos também preservar os nomes hispânico-portugueses, pois são autênticos e históricos.

Fonte:
http://www.anussim.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=18&Itemid=27

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